Saiba usar o estresse a seu favor antes da prova
O estresse pode ser um importante aliado no vestibular. Chamado de eutresse, o estresse positivo é estimulante e faz a pessoa interagir e ir à luta, explica a presidente da International Stress Management Association (ISMA), Ana Maria Rossi.
“O estresse é qualquer adaptação requerida de uma pessoa. Ele não é negativo nem positivo: o mesmo estímulo pode ser encarado de forma distinta”, afirma a psicóloga. Quer um exemplo? A aproximação de uma prova de conteúdo considerado difícil gera uma certa ansiedade, e aqueles que souberem aproveitar essa tensão se dedicarão a estudar mais.
Por outro lado, o estresse negativo, chamado de distresse, pode causar intimidação ou irritação. O segredo para reduzir a ansiedade gerada pelo vestibular é o planejamento. “É importante se programar para não sofrer o estresse negativo, mas não se deve evitar essa sensação totalmente, porque a pessoa perde a motivação. O estresse é parte da experiência, mas se houver uma organização com antecedência, passa a ser positivo”, destaca Ana Maria. A especialista dá algumas dicas para se beneficiar do estresse bom e evitar o ruim:
- Procurar manter uma rotina e criar rituais para estudar. Por exemplo: a pessoa pode tomar um copo d’água antes de ir para a mesa de estudo, ou desligar o som, o que preferir. Ana Maria explica que o ritual deve significar para a pessoa que chegou o momento de pegar os livros. É importante que o tempo de estudo e horários sejam regulares e que sejam estabelecidas pausas, o que evita a estafa.
- Nos intervalos, é salutar realizar uma atividade que faça a pessoa se sentir recompensada, como ligar para um amigo.
- Não se isolar do grupo de amigos e da família, ou seja, manter uma rede de relacionamentos.
- Ter um estilo de vida saudável, praticar uma atividade física que gere compensação, que seja gratificante.
- Aprender e praticar técnicas de relaxamento, para usar antes do estudo. A técnica mais simples para relaxar é respirar corretamente: concentre a atenção na respiração, deixando que se torne profunda e lenta.
- Cuidar da alimentação, procurando controlar a ingestão de bebidas à base de cafeína (café, chá preto, refrigerantes à base de cola). A especialista alerta que a cafeína é um estimulante, que agrava a sensação de ansiedade.
- Se sentir sono por cansaço, faça uma pausa para recarregar as energias. Mas se o motivo de não conseguir manter os olhos abertos for o desinteresse pelos livros e cadernos, a dica é diminuir o tempo de estudo para aquele determinado assunto. Intercale com um intervalo para uma atividade gratificante e, depois, volte àquele tema. “Assim o estudante não deixa de aprender aquele determinado conteúdo”, diz Ana Maria.
- É preciso ter pensamentos positivos, lembrar que vai fazer o melhor que puder e a entrada na universidade é uma conseqüência desse esforço. Os familiares também participam desse processo e devem evitar frases do tipo: “tenho certeza de que você vai passar”. Em vez disso, podem estimular o vestibulando a estudar, controlando interrupções e interferências, para que os momentos de estudos sejam os mais produtivos possíveis.
Sala de leitura
Um desafio
“Em muitas escolas os livros ficam guardados em armários, em salas de leituras ou são poupados pelos professores. Isso dificulta o acesso para os alunos. As escolas também estão muito atreladas aos conteúdos programáticos. Uma rotina escolar deveria ter rodas de leituras de jornais, leitura de textos literários e leitura dedicada aos projetos didáticos”, disse a diretora de projetos especiais da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE).
Para modificar tal realidade, Claudia disse que o mais importante é mudar as rotinas das escolas, aproximando o aluno e o professor. “O contato com a leitura deve ser diário, o professor deve ficar atento. Precisamos dedicar mais tempo para a leitura dentro das instituições, sempre utilizando uma diversidade de gêneros textuais, para estimular o gosto e o prazer em ler”. Para isso, é preciso ter professores qualificados que estimulem e desenvolvam a leitura junto aos alunos.
Principais problemas
Para a coordenadora do Ler e Escrever, o grande problema é que muitas vezes a escola, ao invés de incentivar, desestimula a leitura, pois institucionaliza os conteúdos, descontextualiza e desvincula o assunto estudado da sua ação e/ou função social. “Quem, por exemplo, lê uma bula de remédio quando não se está doente? Ou quem hoje em dia pára para ler o jornal e analisa minuciosamente cada uma de suas partes? É preciso criar situações de uso, pois a prática deve estar mais integrada com a utilidade cotidiana”, explicou.
Os trabalhos e reuniões coletivos foram apontados como saídas possíveis, pois a troca pedagógica estimula novas estratégias e formas de trabalhar a leitura e os conteúdos com a classe. “É uma troca muito rica, pois se discute o fazer pedagógico. Compartilhando experiências, os professores conseguem sair da esfera do ‘criar’ para a do ‘acontecer’. A dificuldade de um, também pode ser a do outro, e juntos podem levantar soluções”, explicou.
Claudia também ressaltou a importância da formação dos professores na hora de formarem os futuros leitores, pois depende deles a forma de como interagir a leitura com outras práticas e com a vida cotidiana.
Para isso, é fundamental integrar uma comunidade de leitores compartilhando diferentes práticas culturais de leitura e escrita. “Formar uma comunidade leitora na escola, na cidade e na família. Quanto maior for essa comunidade maior será o número de leitores envolvidos”, explicou.
Para finalizar, Claudia ressaltou o papel da leitura na formação do cidadão. “A leitura é fundamental, pois com ela conseguimos defender nossas interpretações e tentar compreender o outro e o mundo. O livro nos ajuda a tomar posições diante da leitura realizada, faz nos questionarmos acerca das intenções e opiniões do autor, e com isso conseguimos refletir e formar nosso próprio pensamento”.
Texto de Vivian Lobato
Fonte: http://aprendiz.uol.com.br/content/cespithusp.mmp
Gibi Interativo acesse aqui: http://www.escolainterativa.com.br/canais/37_Gibi_interativo/
Gibi Na escola
O desenho em quadrinhos é uma forma de arte que conjuga texto e imagens com o intuito de narrar histórias dos mais diversos gêneros e estilos. São publicadas em sua maioria no formato de revistas, livros ou em tiras de jornais e revistas.
A publicação de histórias em quadrinhos no Brasil começou no início do século XX. O estilo comics dos super-heróis americanos que predomina no país, tem perdido espaço para uma expansão muito rápida dos quadrinhos japoneses. Os dois estilos têm sido empregados pelos artistas brasileiros.
A tira é o único formato que desenvolveu um conjunto de características profundamente nacionais. Apesar de não ser oriunda do Brasil, no país ela desenvolveu características peculiares. Recebeu influências da ditadura durante os anos 60 e posteriormente de grandes nomes dos quadrinhos underground.
Em 1960, teve início a publicação da revista “O pererê”, com texto e ilustrações de Ziraldo. Nessa mesma década, o cartunista Henfil iniciou a tradição do formato “tira”. Foi nesse formato de tira que estrearam os personagens de Maurício de Sousa, criador da turma da Mônica. Suas histórias passaram a ser publicadas em revistas, primeiramente pela revista Abril, em 1987 pela Editora Globo e a partir de 2007 pela Editora Panini.
Durante a década de 60, o golpe militar e seu moralismo confrontaram com os quadrinhos. Por outro lado, inspirou publicações cheias de charges, como, por exemplo, O Pasquim.
A História em Quadrinhos no Brasil ganhou impulso na década de 90, com a realização da primeira e segunda Bienal de Quadrinhos do Rio de Janeiro, em 1991 e 1993, e a terceira em Belo Horizonte, em 1997.
Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola
Fonte: http://www.brasilescola.com/artes/desenho-quadrinhos.htm





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