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O papel da escola no combate a violência

Por: Hélio Valerio da Silva

Diante da deficiência técnica, estrutural, espiritual e moral de parte da sociedade contemporânea, a escola passa a ser vista como a “PANACÉIA” do futuro. Estudiosos infundamentados e pensadores sem reflexão apontam para a escola como sendo ela responsável pelo bem o ou pelos males que acontecem ou que possam vir a acontecer a sociedade. Numa sociedade capitalista as pessoas correm em busca do dinheiro (des)necessário para suprir suas necessidades de consumo e passam para escola o papel que, de direito, lhes pertence: educar seus filhos para integrá-los a sociedade. Não se deve fechar os olhos para o papel social da escola, para a sua influência na vida do homem e na construção do meio social, pois a mesma deve estar contextualizada com a realidade.

O que não se pode, porém, é atribuir a ela o papel que é exclusivamente da família e do Estado. Educar é algo mais complexo do que ensinar a ler, a escrever e a contar. Na escola até se ensinam regras, mas a cumprir regras é papel da família. O papel da escola é aprimorar os conhecimentos e as regras que o aluno traz, organizá-las e sistematizá-las de forma que o aluno perceba a necessidade e o sentido das mesmas. Gerar e fiscalizar o cumprimento delas é papel da família e da sociedade. A escola pode e deve ensinar aos alunos as regras básicas de higiene corporal, mas é papel da família fornecer aos mesmos os produtos diários de limpeza. Se o aluno em casa toma banho, veste uma roupinha limpa e sai pra escola perfumado, dificilmente chegará na escola mal-cheiroso. Assim, também, o aluno que tem regras e exemplos de boas maneiras em casa, as usará na escola ou em qualquer outro meio em que esteja. Não adianta por a culpa na escola se a sociedade anda mal. A falha não está só na escola. Nenhuma árvore permanecerá frondosa e dará bons frutos se suas raízes estiverem podres, corrompidas. Pois suas raízes sempre serão sua sustentação e o único meio de captação de alimentos. Assim como as árvores se apóiam nas suas raízes, os filhos devem ter na família a base, o apoio, o exemplo e a segurança que precisam. Ser base é ter preparo moral para, com exemplos práticos, ensinar o que é certo. Ser base é ter princípios morais que permitam cobrar dos filhos ações de cidadania, de civilidade, de ética, de moral, de racionalidade. Se a família vai bem, a sociedade vai bem, tudo transcorre bem.

Se a sociedade vai mal ou se vai bem é reflexo do que se prega na família, o berço de toda a sociedade. Se a família cumpre seu papel, facilita o papel da escola. Assim como a escola não pode tratar a deficiência física do aluno, também não pode tratar a deficiência moral, estrutural ou familiar. Em ambos os casos, pode apenas ajudar a conviver com uma ou outra deficiência, ou em casos até com ambas. É obrigação do Estado oferecer e garantir segurança, saúde, educação, moradia, e tantas coisas mais ao cidadão, nada disso é obrigação da escola. Nisso tudo, o papel da escola é esclarecer, mostrar que o indivíduo tem direitos. A família e o Estado devem assumir seus papéis na formação do indivíduo social e não passar para a escola aquilo que lhes é de obrigação.

E o papel da escola no combate a violência?

Ora! Se a família não está conseguindo cumprir seu papel social, se o Estado não está conseguindo cumprir esse mesmo papel e não tem mais ninguém a quem recorrer, é natural que sobre pra escola, mas é certo que a escola sozinha não conseguirá exercer esse papel, uma vez que, se Estado e família não cumprem seus papéis satisfatoriamente, por falta de preparo ou condições, como irão ajudar a escola? Que mecanismo ou recurso a escola poderá usar para alcançar esse objetivo? Que espécie de pedagogia ou metodologia a ajudará nessa missão tão complicada? A do amor? A quê?

É bem verdade que a escola não pode ser omissa a esse problema. A escola também falhou para que se chegasse a esse ponto. A família falhou. A igreja falhou. O Estado falhou. A sociedade falhou. Tudo falhou. Agora, se a falha é de todos, por que deixar o problema só com a escola? Será que a escola está preparada para resolver o problema sozinha? Será que o tempo que o aluno passa na escola é suficiente para que a escola intervenha? Será que os profissionais da educação estão preparados para resolver esse problema? Quem os preparou? Onde? Como?

Já é tempo de a sociedade repensar a escola; de observar e perceber que os professores também são pobres mortais, com limitações, medos, desejos, frustrações (inúmeras), sonhos, família… são simples seres viventes. Chega de achar que professor é super-herói. Chega de achar que professor bom é aquele que tem jeitinho de médico, psicólogo, analista, advogado… professor é professor e pronto e ponto. O médico pra ser bom não alfabetiza, o psicólogo, o analista… nenhum outro profissional. Só o professor que tem que ser multiprofissional? Por quê? Por que a solução de todos os problemas da sociedade tem que vir da escola?

A solução virá muito mais fácil se a sociedade investir na reestruturação da família, na valorização dos princípios éticos, morais, sociais e cristãos e no reconhecimento da parcela de culpa de cada um de seus segmentos.

Fonte: http://www.meuartigo.brasilescola.com/pedagogia/o-papel-escola-no-combate-violencia.htm

Notícias de uma Guerra Particular

Triste Realidade

Ilha das Flores

Documentário Ilha das Flores mostra pessoas que se alimentam dos restos de alimentos servidos aos porcos

“Seu voto, sua consciência”

Atualmente, as pessoas não optam em votar pelo candidato mais honesto, mas sim pelo menos corrupto, na “nossa concepção”. Não temos como prever o que se passa no coração “dos políticos”. Mas temos que continuar com o processo da democracia, do direito ao voto, que foi conquistado “com muito sangue e suor” durante anos de luta.

A democracia é uma conquista diária e a consciência também… Podemos ser falhos nas nossas escolas…  Mas ainda sim, o voto e a melhor forma que temos de para mudar essa realidade.

Sou grata pela participação

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